Monster Hunter: Iceborne – Análise

Hoje em dia são raros os jogos que oferecem conteúdo adicional pago que se possa ser classificado como uma verdadeira “expansão”, pelo menos com o significado que o termo tinha há uns anos atrás. Felizmente Iceborne é um dos bons exemplos, uma expansão à antiga, contendo múltiplos novos monstros para defrontar e uma história tão ou mais longa do que a do jogo base.

Iceborne tem a árdua tarefa de reviver um dos melhores jogos trazidos a publico pela Capcom nos últimos anos, convidando fãs e estreantes a aventurem-se uma vez mais pela renovada franquia. Novas áreas e criaturas são as primeiras coisas que saltam à vista, mas não se deixem enganar, isto não é apenas uma extensão daquilo que experienciaram o ano passado, pelo contrário. Para desfrutar de todas as novidades é necessário possuir alguma mestria e armamento, de forma a não serem liquidificados em meros segundos. Daí o novo rank de dificuldade.

Master Rank é um termo famoso para aqueles que conhecem a franquia, o derradeiro desafio começa ao chegar a esta etapa, onde cada monstro vê os seus atributos melhorados, conquistando mais vida e disferindo golpes mais árduos frente à nossa personagem. Todos os monstros do jogo base transitaram e podem ser defrontados no novo rank, sendo que as mais recentes adições de Iceborne, só mesmo neste grau de dificuldade. É agradável perceber que a equipa de desenvolvimento não quis facilitar a experiência, algo que se verifica poucas horas depois de se aventurarem pelas gélidas terras de Hoarfrost Reach.

Hoarfrost Reach contraria tudo o que conheciam no que toca à exploração.

A zona contraria tudo o que conheciam no que toca à exploração. Nada de planos verdejantes como os da Ancient Forest, nem de planícies áridas como em Wildspire Waste. Em vez disso, cumes de gelo e longínquas extensões de neve pintam uma imagem coberta de pormenores deliciosos, desde os ternurentos Pearlspring Macaque a banharem-se nas termas de água quente, à densa neve que se emaranha na nossa roupa, arma e até sobre a pele dos monstros durante o combate, contribuindo para a imersão de toda a experiência. As avalanches de neve, o quebrar das superfícies de gelo, os simples flocos a pairar em nosso redor, representa o descobrir de todo um novo Monster Hunter.

A necessidade de reaprender, de voltar ao início para criar peças de armadura especificas, contrariando certos elementos como o ar tóxico de Rotten Vale, garantiu-me uma das mais brilhantes sensações de “déjà vu” que alguma vez senti em videojogos, recordou-me do que me fez ter adorado o jogo de 2018, e o porquê de o sentimento prevalecer até hoje. São raros os títulos que se conseguem estender durante tanto tempo, mas se há formula correta para fazê-lo, é esta.


Continua…

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